No Rio Grande do Sul, somos cerca de 3.200 postos revendedores, geramos aproximadamente 45 mil empregos diretos. Somos o setor responsável pela maior parte da arrecadação de ICMS do nosso Estado. O posto é uma ilha de prestação de serviços à sociedade. Limpamos o para brisa, calibramos os pneus, fornecemos estacionamento, oferecemos serviços de lojas de conveniência, padaria, banco 24h, farmácia, lanches, cafezinhos, inclusive vigilância e iluminação pública na maioria das cidades, e a maior parte dos serviços prestados não é cobrada.
Em julho deste ano, a Petrobras alterou o sistema de reajuste dos combustíveis (gasolina e diesel), passando a alinhar os preços nacionais segundo a variação do dólar e dos preços do barril de petróleo e de seus derivados no mercado internacional.
De 4 de julho até 9 de novembro de 2017, entre aumento e diminuição, os preços tiveram 85 variações na gasolina e 87 no diesel, acumulando alta de 27,4% na gasolina e 25,8% no diesel. Esses aumentos se deram nas refinarias, isto é, na base da estrutura de comercialização de combustíveis. Vale lembrar que todos os impostos são pagos pelo revendedor no ato da compra, antes mesmo de chegar aos postos.
No RS, 48% do valor pago pelo consumidor final no litro da gasolina são impostos estaduais e federais. Ainda assim, a população, muitas vezes sem a informação precisa, responsabiliza os postos pelo montante pago na hora de abastecer.
Nenhum representante da Petrobras ou das outras distribuidoras se manifesta para explicar os aumentos e o mesmo acontece quanto às elevações do etanol. As companhias distribuidoras, por sua vez, transferem os acréscimos aos postos, que sempre absorvem a maior parte dos preços e com isso minimizam o impacto nas bombas.
O último balanço da Petrobras mostra lucro de R$ 266 milhões e a atual política de preços da empresa visa à sua recuperação econômica, garantindo grandes lucros aos seus acionistas e não à garantia de preços menores para a população.
Não suportamos mais sermos culpados e desrespeitados por preços que não temos o menor controle. Somos geradores de empregos, de renda e contribuímos sócio e economicamente para toda a sociedade.
Basta!
Sulpetro
Porto Alegre, 16 de novembro de 2017.