Os postos de combustíveis do Rio Grande do Sul estão sentindo o impacto das restrições causadas pela crise que atingiu o setor produtivo de petróleo (refinarias) e o fluxo de estoque das distribuidoras. A informação é do Sulpetro ― entidade que representa o setor no Estado ―, com base nos relatos de revendedores de combustíveis associados à instituição.
A crise global desencadeada pela guerra no Oriente Médio afetou diretamente os preços internacionais, restringindo a importação dos produtos. A importação tem forte impacto no suprimento da demanda, haja vista que a Petrobras não atende 100% do mercado com produto refinado. A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) atende, além do RS, outros estados, não sendo sua produção destinada exclusivamente para os gaúchos.
Com o aumento da demanda sobre os produtos refinados, a Petrobras está impondo cotas para a retirada de produtos pelas distribuidoras, o que afeta o mercado revendedor da seguinte forma:
Priorização de atendimento das redes contratadas, com restrição de cota;
Redução de oferta a mercados não contratados (TRR e postos bandeira branca);
Redução das cotas por carregamento e aumento de fluxo de frete.
Este cenário causa forte oscilação nos fluxos de estoque, causando imprevisibilidade de oferta aos postos, o que atinge diretamente o consumidor.
Como segmento representante da categoria empresarial que presta um serviço essencial à sociedade e que comercializa commodities, o Sulpetro manifesta preocupação quanto ao ambiente apreensivo que o mercado de combustíveis está apresentando, neste momento, e informa que tem estado em contato constante com órgãos públicos e distribuidoras, buscando minimizar as dificuldades de abastecimento.