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Nota à imprensa

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O Sulpetro (Sindicato dos Postos de Combustíveis do RS) informa que continua subindo a pressão sobre o custo dos combustíveis, em especial, a gasolina automotiva (gasolina C), cujos componentes — 73% da gasolina A (gasolina pura) e 27% do etanol anidro — continuaram a subir de preço em outubro. A gasolina, dentro da nova política de preços da Petrobras, tem seu valor reajustado quase que diariamente, influenciado pelo valor do barril de petróleo, que chegou ao patamar de US$ 60 o barril. Da mesma forma o etanol anidro, com cotação em bolsa, divulgada semanalmente pela Cepea-Esalq-SP, está subindo de preço, face o período de entressafra da cana de açúcar, que se estende até março de 2018.

De julho a outubro, a partir do aumento do PIS e da Cofins em R$ 0,30 e dos demais acréscimos acima comentados, o custo da gasolina C aumentou em 22,4 %, sendo que, nesta sexta-feira (3), nova elevação de 3,6% foi anunciada pela Petrobras para vigorar a partir de 4 de novembro. O acúmulo total, portanto, chega a mais de 25%, impactando em toda a cadeia de comercialização do produto.

Na atual composição do preço da gasolina, os tributos representam quase a metade (48%), tributos estaduais (R$ 1,25) e federais (R$0,69), restando a outra metade para o custo do produto, distribuição, fretes e para a atividade de comercialização no varejo (postos combustíveis), para o ressarcimento de seus custos com mão de obra (frentistas), aluguéis, cartões, energia, manutenção, etc.

O Sulpetro ressalta que os preços são livres em todas as etapas (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinar seus preços com base em suas estruturas de custo. Entretanto, é importante manter a sociedade informada sobre alterações ocorridas em outros elos do mercado de abastecimento, evitando assim que os postos de combustíveis, face mais visível dessa complexa cadeia, sejam responsabilizados por aumentos que lhes forem repassados.


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