Notícias

Crise de abastecimento gera criação de Comitê

Publicidade

A criação de um Comitê para buscar soluções a fim de evitar a ocorrência de um novo desabastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul foi definida durante reunião do Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor, no dia 8 de novembro. Embora a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) tenha sido convidada e não tenha enviado representante para participar do encontro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Ministério Público Estadual, Procon/RS, Sindicom e Sulpetro discutiram as consequências e riscos futuros.  “Precisamos de uma resposta clara, coerente e precisa do que está acontecendo”, disse o presidente do Fórum, Alcebíades Santini, ao abrir o evento.

Para o presidente do Sulpetro, Adão Oliveira, um representante da Refap deveria ter comparecido à reunião para dar explicações às outras instituições e à sociedade. “A Petrobras tem se omitido e não tem dado justificativas convincentes. E não só aqui no Estado, mas em Minas Gerais, no Mato Grosso e em outros locais também”, desabafou.

Já o chefe do escritório regional Sul da ANP, Edson Silva, informou que a Refap autorizou as distribuidoras a buscarem produto em Santa Catarina e no Paraná e que a empresa garantiu que cobriria os custos com frete, caso as companhias viessem a ter. “A questão é que nenhuma transportadora tem caminhões disponíveis de imediato, processo esse que tem certa complexidade devido à logística brasileira”, contrapôs.

Na mesma linha, alertou o presidente-executivo do Sindicom, Alísio Vaz. Segundo ele, as refinarias estão operando no limite da capacidade de produção, o que precisa ser complementado. “A Refap entrega seis milhões de litros de gasolina por dia, sendo que três milhões de litros tiveram que ser realocados. E as bases de Esteio e de Canoas não foram projetadas para receber metade de uma produção por caminhão”, enfatizou.

Vaz reforçou também que o combustível existe e existirá, mas a dificuldade é fazê-lo chegar aos locais onde é necessário e superando os “gargalos inerentes do País”. “O Brasil tem sucesso de um lado e deficiências estruturais de outro, que não serão superadas a curto prazo”, avisou o representante do Sindicom.

Na avaliação do diretor do Procon/RS, Cristiano Aquino, a desinformação ao consumidor sobre a restrição na distribuição de combustível foi um dos principais problemas. “Cada entidade tem os seus interesses e não é diferente para o Procon. Mas a nossa obrigação é apresentar uma ação, colocando o consumidor neste cenário”, disse.

Também participaram do debate os promotores da Promotoria de Defesa do Consumidor, Alcindo Luiz da S. Filho, Gustavo de Azevedo Munhos e Rossano Biazus. O Comitê deverá promover reuniões a cada 15 dias, visando encontrar alternativas para evitar um novo risco de racionamento de combustível, especialmente no final do ano, período em que há aumento no consumo de gasolina.


Fale com a nossa equipe!