Os possíveis desdobramentos da operação Carbono Oculto, junto aos postos de combustíveis do Rio Grande do Sul, foram apontados durante reunião de Diretoria do Sulpetro, realizada na tarde desta terça-feira (9), em Porto Alegre. A iniciativa da Receita Federal e de órgãos parceiros investiga a sonegação e lavagem de dinheiro pelo PCC, no setor de combustíveis, em oito estados brasileiros, e foi deflagrada no final do mês de agosto.
Conforme o assessor jurídico da entidade Cláudio Baethgen, as ações de fiscalização podem ser intensificadas nas revendas gaúchas, especialmente quanto aos aspectos envolvendo questões regulatórias. “Os estabelecimentos devem aumentar os níveis de governança, verificar o check-list e itens que podem se transformar em multas”, alertou o advogado. Ele destacou que os meses seguintes deste tipo de medida costumam “servir como gatilho” para os agentes públicos e órgãos autuadores. “A única defesa possível ao auto de infração se faz ontem. É a prevenção”, frisou.
As negociações envolvendo a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi outro ponto abordado no encontro. Segundo o vice-presidente Eduardo Pianezzola, nesta quarta-feira (10), acontecerá a terceira reunião com o sindicato obreiro para debater o tema e definir itens, como a escala de trabalho aos domingos e a opcionalidade da cesta-básica.
O aumento do número de associados à instituição também foi mencionado no evento. O diretor-executivo Ailton Rodrigues da Silva Júnior salientou que já são 1.105 postos sócios do Sulpetro, sendo a primeira vez que a organização ultrapassa a marca de mil associados em sua trajetória.
Após a reunião, os empresários assistiram à palestra “Geração Z, mercado de trabalho e insights setoriais”, realizada pela economista da Fecomércio-RS, Giovana Menegotto.