Cerca de 50 proprietários de postos de combustíveis das Regiões Metropolitana e do Vale do Sinos reuniram-se, nesta terça-feira (26), durante reunião-almoço promovida pelo Sulpetro, em Novo Hamburgo, para a realização de mais uma edição do “Junto com o Revendedor”. Uma das pautas apresentadas foi a implantação do sistema de abastecimento self-service para a revenda.
“Estamos enfrentando uma dificuldade enorme de contratação de mão de obra. A geração atual não quer entrar na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), pois está preferindo algo mais momentâneo, e nós estamos passando por problemas. Mas temos uma lei, que podemos tentar mudar, e é isso que precisamos discutir”, comentou o presidente da entidade, João Carlos Dal’Aqua. Ele destacou que, por meio do associativismo e da união da categoria de empresários, é possível modificar este cenário, reforçando ações de organizações, como a Fecomércio-RS e a Fecombustíveis, junto aos Poderes Executivo e Legislativo.
A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) Estadual e o tema “Inovação regulatória: os benefícios trabalhistas e a tomada de crédito tributário condicionada à contratação coletiva” foi outro tópico abordado no evento, pelo assessor jurídico trabalhista Flávio Obino Filho.
Uma das questões levantadas foi quanto ao repouso semanal dos funcionários. “Temos um sistema atual de 2×1, em que o empregado pode trabalhar dois domingos e, no terceiro, ele necessariamente tem que folgar. E temos uma regra que diz que ele pode trabalhar mais do que seis dias seguidos até o décimo dia, desde que seja uma vez por mês”, lembrou Obino Filho.
O advogado frisou, no entanto, que há uma proibição judicial de se colocar expressamente essa regra. “Então, neste ano, não poderemos dizer que as empresas estão autorizadas a trabalhar mais do que seis dias seguidos. As escalas terão que ser feitas com um risco maior”, alertou o profissional. Segundo ele, o objetivo é voltar o descanso na semana, a partir de uma escala 3×1. “Aumenta-se o número de domingos em que o empregado pode trabalhar de forma seguida e diminui-se o problema das escalas”, explicou.
O combustível do futuro foi outra questão debatida na reunião. O assessor jurídico Cláudio Baethgen apontou os impactos da mudança na mistura da gasolina comum, com o aumento de adição de etanol para 30%, e do diesel, com elevação de 15% de biodiesel neste ano, de 20% em 2030 e de 25% em 2031. “Um terço da gasolina comercializada, no Brasil, será entregue para o produtor de cana-de-açúcar. E 1/4 do que será vendido estará na mão dos produtores de soja”, avisou.
Ao final do encontro, ocorreu ainda o sorteio de brindes para os revendedores.