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Revenda e transportadores discutem implantação de sistema de recuperação de vapores

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Para buscar uma alternativa conjunta a fim de atender às exigências do Ministério do Trabalho em relação ao descarregamento em altura de combustível e à implantação de um sistema de recuperação de vapores, Sulpetro e Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) reuniram-se, no dia 18 de abril, em Porto Alegre. Algumas medidas deverão ser tomadas pelos dois segmentos — revenda de combustíveis e transportadores de cargas líquidas perigosas — para obedecer aos itens 20.5.7 e 20.7.4 da NR-20, que estabelecem ações preventivas durante a transferência, enchimento de recipientes ou tanques para eliminar ou minimizar a emissão de vapores. E também determinam a implantação de iniciativas de controle operacional das emissões fugitivas surgidas durante a carga e descarga de tanques fixos e de veículos transportadores, para a eliminação ou minimização dessas emissões durante o processo de transferência de combustíveis.

“Precisamos um modelo genérico de conexão dos postos para caminhões”, disse o engenheiro químico José André Della Giustina Neto, técnico contratado pelo Sulpetro para fazer um estudo sobre o tema. Segundo ele, a preocupação, nesta primeira fase, é encontrar uma solução para a recuperação de vapores do momento do descarregamento do combustível do caminhão para o tanque do posto e, mais adiante, buscar uma opção para a recuperação de vapores da bomba de combustíveis para o automóvel.

Na apresentação, Della Giustina Neto contou que o que existe nos postos, ao pesquisar o assunto em mais de dez países, é uma conexão da fase vapor de cada compartimento com a parte que está recebendo líquido. “À medida que o líquido entra no tanque subterrâneo, há o deslocamento do vapor deste tanque para um compartimento do caminhão, que seguirá para o terminal. E lá ele fará o deslocamento do vapor para o terminal, quando receber o combustível”, explicou. Ele reforçou que a ideia é tentar implantar esse sistema, fazendo com que o caminhão passe por uma adaptação, assim como o posto, para fazer essas conexões.

O assessor trabalhista do Sulpetro, Flávio Obino Filho, frisou o equipamento a ser adotado levaria ao fim do trabalho em altura, resolvendo um dos problemas do setor varejista de combustíveis. “Já mostramos o trabalho técnico, todas as referências internacionais, e os fiscais entenderam que esta é a única alternativa. Mas para a adoção dela é necessário envolver outros atores da cadeia, que são os transportadores”, resumiu o advogado. Ele enfatizou que há a disposição para a adaptação a essa técnica por parte dos postos, mas que houve um pedido do Ministério do Trabalho para que se também envolvesse as transportadoras no processo.

O presidente do Setcergs, Afrânio Kieling, destacou que o Sindicato apoiará a decisão a ser tomada pelos dois setores: revenda de combustíveis e transportadores de cargas.

No dia 3 de maio, os dois segmentos terão novo encontro para discutir o tema, especialmente com a participação das empresas transportadores de cargas líquidas perigosas.


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