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Sulpetro promove evento Preview da Expopetro 2022

Live contará com palestra da economista Patrícia Palermo sobre perspectivas econômicas, políticas e sociais.

No dia 23 de setembro, a partir das 19h30min, o Sulpetro – sindicato da revenda de combustíveis do Rio Grande do Sul – realiza o evento Preview da Expopetro 2022. Com transmissão pelo canal do YouTube (https://bit.ly/38T6g6F), o encontro contará com uma palestra da economista e professora Patrícia Palermo sobre perspectivas econômicas, políticas e sociais, além de abordar fatores que tendem a impactar o setor de combustíveis nos próximos anos.

O controle da pandemia, a trajetória de recuperação da atividade econômica, a evolução da inflação e da taxa de juros, o que podemos esperar do câmbio, a dinâmica das reformas, a incerteza vinda do ambiente político e o impacto sobre a economia serão alguns dos tópicos abordados durante o evento.  “A inflação é, atualmente, um fenômeno mundial, resultado do descompasso da capacidade da oferta responder ao forte ímpeto da demanda no momento posterior aos períodos mais críticos da pandemia, em meados de 2020, e como resposta aos fortes estímulos monetários e fiscais”, afirma Patrícia.

De acordo com a palestrante, no Brasil, a alta de preços aos consumidores, que começou concentrada nos alimentos, espalhou-se para muitos outros bens e ensaia chegar nos serviços, que tiveram seus preços contidos, até o momento, pela falta de demanda provocada pela pandemia e pelas medidas restritivas implementadas pelos governos. “Os combustíveis se veem pressionados pela alta do petróleo e pelo câmbio desvalorizado. Na energia, a crise hídrica vem se tornando cada vez mais severa, o que vem repercutindo no aumento dos preços, e tornando cada vez menos improvável um racionamento. A inflação maior tem provocado o aumento da taxa de juros, e isso tem impactado nas estimativas de um crescimento menor do que o inicialmente esperado para 2022”, enfatiza a economista.

A elevação recente dos juros exerce um papel fundamental para a queda do câmbio. Entretanto, o ruído no âmbito político ecoa na economia. “Já temos fundamentos econômicos suficientes para termos um câmbio inferior a R$ 5,00, mas isso não tem se ‘materializado’ justamente em virtude da perturbação que o clima político impõe, entre outros fatores, à dinâmica das reformas”, contextualiza.

Conforme a professora, as contas públicas também são uma preocupação relevante, pois pouco avançamos na construção de condições estruturalmente melhores para as finanças públicas no médio e longo prazos. “No curto prazo, porém, a retomada da atividade, mas também a inflação, têm contribuído com a arrecadação, e a proibição de reajustes das despesas, em especial com o funcionalismo, tem levado a bons resultados tanto da União quanto de estados e municípios.” Em 2022, é esperada a normalização da atividade, com menores estímulos a aumentos significativos da arrecadação, bem como pressões por maiores gastos, especialmente na situação de sobras de caixa dos últimos dois anos no caso de estados e municípios.

Neste cenário de crescimento baixo, inflação alta e juros crescentes, aumenta a importância, no âmbito das empresas, da atenção para o planejamento e para a gestão dos custos. “É importante ressaltar que a crise de 2020/2021 teve como característica relevante aumento da concentração de mercados, com ganho de fatias de mercado por empresas maiores e com mais capacidade de caixa”, conclui Patrícia ao destacar as pautas que pretende analisar durante a live.


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