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Sulpetro integra debate sobre delivery de combustíveis

Dal'Aqua frisou a forte competitividade do ramo varejista de combustíveis dentro de toda a cadeia econômica, fazendo com que as margens estejam em queda de forma constante. “Baixamos de 16% aproximadamente para menos de 10%, sendo que nos grandes centros pode chegar a 5% de margem bruta. Então, qual é o objetivo principal do delivery?”, questionou aos presentes na live.

A viabilidade econômica e os efeitos regulatórios da implantação do delivery de combustíveis no mercado brasileiro foram questionados pelo presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua, durante seminário sobre o tema promovido pelo Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC), que ocorreu na manhã desta quinta-feira (14), via transmissão do Facebook. Segundo ele, diversos fatores – como deslocamento dos veículos de abastecimento, estrutura básica, emissão de alvarás, entre outros − influenciam para que o serviço possa ser rentável, o que dificultaria na redução do preço dos combustíveis. “Não conseguimos ver neste conceito, operacionalmente, como os produtos seriam mais baratos?”, indagou Dal’Aqua.

Ele abordou também a forte competitividade do ramo varejista de combustíveis dentro de toda a cadeia econômica, fazendo com que as margens estejam em queda de forma constante. “Baixamos de 16% aproximadamente para menos de 10%, sendo que nos grandes centros pode chegar a 5% de margem bruta. Então, qual é o objetivo principal do delivery?”, perguntou aos presentes na live.

Dal’Aqua destacou que o “preço é apenas a ponta do iceberg”, pois há outras questões que devem ser consideradas pelos órgãos reguladores e pelos agentes do setor, referindo-se a mudanças no mercado, como o desinvestimento nas refinarias, a Medida Provisória dos Combustíveis e a venda direta de etanol das usinas para os postos. “O nosso segmento é muito sensível e estamos cada vez mais expostos. E qualquer brecha será aproveitada pelos oportunistas”, alertou. De acordo com o presidente do Sulpetro, o que é necessário, neste momento, é saber o quanto o ingresso deste serviço será importante em melhorias para o consumidor.

Participaram do evento o presidente da FNECDC, Cláudio Pires Ferreira; o superintendente de Fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Francisco Neves; o diretor do Instituto Combustível Legal (ICL), Carlo Faccio; o vice-presidente da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON), promotor de Justiça Eduardo Paladino; o representante do Ministério da Economia, Maurício Machado; a secretária Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Domingues; e o jornalista Alexandre Appel.


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