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Com restrição de venda e importação maior, preço do diesel subirá mais

Postos de combustíveis começam a receber comunicados das distribuidoras avisando de aumentos para o diesel. Em alguns casos, alertam para alta chega a 5%. Em outros, informam reajustes de até R$ 0,28. Presidente do Sulpetro, sindicato que representa as revendas, João Carlos Dal’Aqua confirma a informação. Segundo ele e conforme alguns comunicados aos quais a coluna teve acesso, o motivo é o alto custo com a importação do combustível.

– Diesel já estava com dificuldades. Restrições se intensificarão nos próximos dias – projeta o empresário.

Não há desabastecimento, mas sistemas estão bloqueando antecipação de encomendas de diesel. O cenário complexo deve se estender por 30 dias, projeta o setor. Vice-presidente de Transportes do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs), Diego Tomasi avisou a coluna da imprevisibilidade que isso provoca nas empresas:

– Agora, quando o preço internacional está elevado, Petrobras restringe a venda e as distribuidoras são obrigadas a aumentar a importação. Estamos recebendo alertas de restrição de compra para a próxima semana. Se a postergação de entrega for de um dia para o outro, tudo bem. Agora, se o prazo ficar mais extenso, dois ou três, já teremos falta – diz Tomasi.

Na última semana, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou alíquota única de ICMS para o óleo diesel. Um acordo permitiu que Estados mantenham o imposto menor, o que é o caso do Rio Grande do Sul, onde a alíquota é reduzida em 12%.

– A medida aprovada pelos governadores fará com que não ocorram alterações distorções regionais com uma alíquota com custo padrão fixo por litro, mas, por outro lado, vem uma elevação significativa por parte das companhias – acrescenta o presidente do Sulpetro.

Segundo a pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro do diesel está custando, em média, R$ 6,39 no Rio Grande do Sul. Houve uma redução de sete centavos em relação ao levantamento anterior. Porém, ainda é uma diminuição pequena perto dos 92 centavos de aumento na bomba desde que a Petrobras anunciou a forte alta de preços provocada pela disparada do petróleo.

Colunista Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Colaborou Daniel Giussani (daniel.giussani@zerohora.com.br)